quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Como fazer a Inoculação



Inoculante produzido na Embrapa Agrobiologia.

- Inoculação Simples:

Misturar 200 ml (ou um copo pequeno) de água potável (ou goma; consultar a tabela ) ao do conteúdo do pacote (200 g) até formar uma pasta homogênea. Depois, misturar esta pasta com as sementes até que todas elas sejam envolvidas por uma camada uniforme de inoculante. Espalhar e deixar secar em lugar sombreado, fresco e arejado.
Sementes assim inoculadas podem ser plantadas até o dia seguinte ao da inoculação, caso contrário, as sementes devem ser reinoculadas.
Para cada tamanho de semente, usar a quantidade de inoculante e sementes indicadas na tabela abaixo.

- Inoculação com Revestimento das Sementes:
Juntar o adesivo (vide goma na tabela) ao inoculante e misturar até formar uma pasta uniforme; depois, juntar esta pasta às sementes e misturar bem. A seguir, adicionar, de uma vez, o calcário ou calcário + micronutrientes (FTE), ou fosfato de rocha, e misturar com cuidado para não formar agregados de sementes. Este procedimento pode ser feito sobre um plástico, área cimentada ou em um misturador de concreto, ou tambor de eixo descentralizado. Depois, deixar secar em lugar fresco e protegido do sol.
As sementes inoculadas com revestimento quando guardadas em lugar fresco, arejado e sombreado, podem ser plantadas até uma semana após a inoculação , mas é preferível plantar logo após a inoculação.

TABELA - Material usado na inoculação e revestimento das sementes

Leguminosas

Adesivo(b)

(Litro)

Inoculante

(g)

Sementes

(Kg)

Calcário ou Calcário + FTE©; (1:1)
(Kg)

Sementes grandes: soja, feijão, caupi, amendoim, guandu, ervilha, fava, etc.

1

200

50

10

Sementes médias: calopogonio, soja perene, leucena, siratro, centrosema etc .

1

1

20

16

Sementes pequenas: estilosantes, desmodium, alfafa, trevo, etc.

1

200

10

20

 
 

a)-Recomendação mínima, podendo ser aumentada em condições adversas (acidez, temperatura, etc.).
b)- Pesar 70 gramas (ou medir 4 colheres de sopa cheias) de polvilho de araruta, polvilho de mandioca ou farinha de trigo e diluir em água potável, completar o volume a 1 litro e aquecer a fervura até dissolver. Depois de resfriar, guardar em geladeira até o uso (goma arábica sem conservante ou goma de Parkia também podem ser utilizadas). Quantidade do adesivo, calcário e micronutrientes (FTE) de até 5 vezes a constante da tabela pode ser usada para aumentar a quantidade de material a ser aderida.
c)- Usar o calcário peneirado mais fino possível, podendo ser este misturado em partes iguais aos micronutrientes (FTE). Não usar cal viva.

Outras informações importantes:
- Não usar inoculante vencido
- Não deixar a semente inoculada entrar em contato com o adubo, exceto se a semente for revestida de calcário
- Evitar o uso de pesticidas junto à inoculação
- Cobrir as sementes logo após o plantio
- Não usar óleo diesel ou querosene junto à inoculação


Inoculantes disponíveis para leguminosas

Aquisição de Inoculante


 

01. Dose mínima por pedido: 01 dose (250 gramas)
02. Prazo de entrega: 15 a 20 dias
03. Forma de pagamento: via GRU em conta corrente

*Caso queira imprimir agora o boleto bancário, para depósito via GRU simples no Banco do Brasil, basta acessar o endereço
https://consulta.tesouro.fazenda.gov.br/gru/gru_simples.asp e preencher:
Unidade Favorecida: 135023
Gestão: 13203
Nome da unidade : Embrapa Agrobiologia
Código: 28811-0
A descrição virá preenchida automaticamente
Número de referência preencher :CPF ou CNPJ
Competência e vencimento :preencher mês e ano, dia mês e ano respectivamente.
Nome do Contribuinte : Nome completo
Valor principal : preencher o valor da aquisição e repeti-lo no campo valor total
Clicar em emitir GRU simples


04. Preço:
Leguminosa forrageira e de grão: R$3,00
Leguminosa arbórea: R$ 5,00

05. Valor * : o pagamento via GRU simples deverá ser feito no valor do inoculante acrescido do valor das despesas do correio (Sedex), que vai variar de acordo com a cidade de destino.

Obs: antes de fazer o depósito, consultar via tel (0xx21.2682-1500 R:264) ou por e-mail SAC da unidade para saber o valor exato das despesas postais.

6. Para efetivar o pedido, o requisitante precisa enviar uma cópia da GRU via fax (0xx21.2682-1230), aos cuidados do Sr. Luís Carlos Chaves , Ref.: Pagamento de inoculantes. Neste fax, também deverão constar o nome da espécie para a qual deseja o inoculante, a quantidade (doses), nome, CPF ou CNPJ e endereço completos para que seja emitida a nota fiscal

Inoculantes de Leguminosas Disponíveis na Embrapa Agrobiologia

PRODUTORAS DE GRÃOS
Arachis hypogea - Amendoim
Cajanus cajan - Guandu
Cicer arietinum - Grão-de-bico
Glycine max - Soja
Lens esculenta - Lentilha
Phaseolus vulgaris - Feijão
Pisum sativum - Ervilha
Vigna radiata - Mungo verde
Vigna unguiculata - Caupi ou Feijão de corda

ADUBOS VERDES
Cajanus cajan - Guandu
Canavalia brasiliensis - Feijão bravo do Ceará
Canavalia ensiformis - Feijão de porco
Crotalaria juncea - Crotalária juncea
Crotalaria spectabilis - Crotalária spectabilis
Lablab purpureus - Lablab
Lathyrus sativus - Chícharo ou Sincho
Lupinus spp -Tremoço
Mucuna spp - Mucuna
Vicia sativa - Ervilhaca

FORRAGEIRAS HERBÁCEAS
Calopogonium mucunoides -Calopogônio
Centrosema pubescens - Centrosema
Clitoria ternatea - Cunhã
Cyamopolis tetragonoloba - Ciamopolis
Desmodium canum - Desmódio
Desmodium intortum - Desmódio
Desmodium ovalifolium - Desmódio
Galactia striata - Galáxia
Indigofera hirsuta - Anileira
Lathyrus sativus - Chícharo ou Sincho
Lotononis bainesi - Lotononis
Lotus corniculatus - Cornichão
Lotus pendunculatus - Cornichão gigante
Macroptilium atropurpureum - Siratro
Macrotyloma axilares - Macrotiloma
Medicago polymorpha - Trevo carretilha
Medicago sativa - Alfafa
Neonotonia withtii - Soja perene
Ornithopus sativus - Ornitopus
Pueraria spp - Kudzu
Stylosanthes spp - Estilozantes
Trifolium pratense - Trevo vermelho
Trifolium repens - Trevo branco
Trifolium semipilosum - Trevo semipiloso
Trifolium subterraneum- Trevo subterrâneo
Trifolium vesiculosum -Trevo vesiculoso

FORRAGEIRAS ARBUSTIVAS
Cajanus cajan - Guandu
Gliricidia sepium - Gliricídia
Leucaena diversifolia - Leucena
Leucaena leucocephala - Leucena
Mimosa caesalpiniifolia - Sabiá
Prosopis juliflora - Algaroba

ESPÉCIES ARBÓREAS
Acacia angustissima
Acacia auriculiformis
Acacia decurrens
Acacia holocericea
Acacia mangium
Acacia mearnsii - Acácia negra
Acacia podalyriaefolia
Acacia salicina
Acacia saligna
Albizia guachapelle
Albizia lebbek - Ébano oriental ou Coração de negro
Albizia pedicelare - Jueirana branca
Albizia saman - Samán
Bowdichia virgiloides - Sucupira ou Macanaíba pele de sapo
Calliandra surinamensis - Caliandra
Chamaecrista ensiformis - Jaúna ou Brauninha
Clitoria fairchildiana -Sombrero
Dalbergia nigra - Jacarandá da Bahia
Dimorphandra jorgei - Pau para tudo ou Falso angelim
Enterolobium contortisiliquum -Timbaúva
Enterolobium cyclocarpum
Erythrina speciosa - Eritrina
Erythrina variegata - Eritrina
Gliricidia sepium - Gliricídia
Inga marginata - Ingá
Leucaena diversifolia - Leucena
Leucaena leucocephala - Leucena
Lonchocarpus costatus - Óleo baio
Melanoxilon brauna - Braúna
Mimosa acutistipula - Jurema preta
Mimosa bimucronata - Maricá
Mimosa caesalpiniifolia - Sabiá
Mimosa flocculosa - Bracatinga de Campo Mourão
Mimosa scabrella - Bracatinga
Mimosa tenuiflora
Paraserianthes falcataria
Parapiptadenia pterosperma - Angico vermelho
Parapiptadenia rigida - Angico
Piptadenia gonoacantha - Pau jacaré
Pithecellobium spp
Poecilanthe parviflora - Angelim
Prosopis chilensis
Prosopis chilensis
Prosopis juliflora - Algaroba
Sclerolobium paniculatum -Taxi branco
Sesbania exasperata -Sesbânia
Sesbania virgata - Sesbânia
Tephrosia sinapou - Tefrósia

Inoculantes para leguminosas

O que é inoculante?

É todo material contendo microrganimos e que atua favoravelmente no desenvolvimento das plantas. O inoculante contém bactérias específicas para cada espécie de leguminosa. Por este motivo, o inoculante preparado para uma leguminosa não pode ser utilizado em outras espécies. As bactérias fixadoras de nitrogênio, chamadas rizóbios, quando em contato com as raízes das leguminosas induzem a formação de pequenas bolinhas, chamadas de nódulos. No interior dos nódulos ocorre o processo de aproveitamento do nitrogênio do ar por estes microrganimos. Este processo é chamado de fixação biológica de nitrogênio. O nitrogênio é um dos nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas

Vantagens:
Melhora a qualidade do solo;
Evita o uso de adubação nitrogenada;
Oferece economia para o agricultor;
Aumenta a produtividade da lavoura;
Produto natural, sem prejuízo para o meio ambiente;

Inoculantes disponíveis:
A Embrapa Agrobiologia produz, sob encomenda, inoculante específico para 100 espécies de leguminosas: produtoras de grãos, para adubos verdes, forrageiras herbáceas, forrageiras arbustivas e espécies arbóreas, principalmente, para recuperação de áreas degradadas. 

Conheça o Banco de Dados de Leguminosas da Embrapa Agrobiologia

Conheça o Banco de dados de Bactérias Diazotróficas da Embrapa Agrobiologia

Inoculantes disponíveis para leguminosas

Como comprar

Como fazer a inoculação

Atividades de Informação e Documentação da Embrapa Agrobiologia

Código: 14.1999.795-18
Líder do subprojeto: Dorimar dos Santos Félix

Resumo:
Automação dos processos de aquisição, seleção, avaliação, disseminação, manutenção do acervo documental da Embrapa Agrobiologia no que se refere a livros, periódicos, bases de dados, atividade de comutação bibliográfica.

Efeito dos dejetos de suínos na diversidade da microbiota do solo

Código: 11.2001.304-02
Líder do subprojeto: Norma Gouvea Rumjanek

Resumo:

O uso prolongado e em grandes quantidades dos dejetos de suínos tem gerado o interesse na determinação da capacidade de suporte do solo para esses resíduos, como forma de prevenir o seu impacto negativo no ambiente. Embora a curto prazo os dejetos de suínos possam causar benefícios ao solo, em função do seu conteúdo de matéria orgânica e nutrientes, a longo prazo, no entanto, esses mesmos compostos poderão transformá-los num poluente do solo e causar alterações qualitativas e quantitativas na microbiota do solo. O objetivo do subprojeto é a avaliação das alterações na diversidade da microbiota da zona rizosférica de solos adubados com dejetos de suínos, através da combinação das técnicas convencionais de cultivo de bactérias rizosféricas com a técnica de SSCP (Single Strand Conformation Polymorphism) capaz de analisar o DNA de comunidade microbiana de modo a se identificar os grupos dominantes e ativos na rizosferas de culturas anuais adubadas com esterco suíno, que poderão servir de indicadores de sustentabilidade e/ou contaminação. As amostras de solo rizoférico para o desenvolvimento deste subprojeto serão coletadas no experimento 3 do subprojeto 1 deste projeto. A metodologia molecular a ser utilizada para se atingir o objetivo acima definido envolve as seguintes etapas: (1) Extração e purificação de DNA de solo rizoférico; (2) Purificação do DNA visando a eliminação de substâncias húmicas; (3) Amplificações com PCR através dos "primers" Com1 e Com2-Ph, capaz de amplificar cerca de 400 pares de bases do 16S rRNA, compreendendo as regiões variáveis V4 e V5; (4) Digestão da hélice amplificada a partir do primer fosforilado; (5) análise em gel de poliacrilamida dos fragmentos amplificados e digeridos e, (6) sequenciamento dos fragmentos característicos das áreas em estudo.

Impacto de diferentes práticas e tecnologias usadas em pastagens de braquiária e em áreas de produção de grãos e fibras, sobre as emissões de óxido nitroso

Código: 11.2001.225-04

Líder do subprojeto: Robert Michael Boddey

Resumo:

As emissões de N2O derivadas da atividade agrícola representam mais do que 80% das emissões antropogênicas deste gás. Embora se apresente em concentrações muito baixas na atmosfera, o incremento na concentração de N2O responde por cerca de 6% do efeito estufa, uma vez que a sua atividade na atmosfera equivale a 130 vezes a atividade de uma mesma unidade de CO2. Os óxidos voláteis de N são produtos intermediários dos processos de nitrificação e desnitrificação, cujas taxas de emissão aumentam com as taxas de nitrificação e desnitrificação, que são governadas, principalmente, pela temperatura e concentração de amônio e nitrato na solução do solo. Disponibilidade de C metabolizável e baixo potencial de O2, são fundamentais para a ocorrência de desnitrificação, processo considerado mais importante para as emissões de N2O. Embora as regiões tropicais sejam apontadas como as principais emissoras de óxidos de nitrogênio, principalmente pelas condições de temperatura e precipitação mais intensas, muitos dos países de clima tropical, como o Brasil, não dispõem de dados para ratificar as estimativas de emissão dos gases de efeito estufa a eles atribuídas. Dessa forma, o objetivo geral deste subprojeto é o de fornecer estimativas das emissões de óxidos de nitrogênio, especialmente N2O, derivadas de solos sob exploração agropecuária, e identificar, dentre as diferentes práticas adotadas dentro do manejo de pastagens e sistemas agrícolas, aquelas que proporcionam menores emissões dos óxidos de N. Como as emissões de óxido nitroso (N2O) do solo estão intimamente acopladas às transformações/ciclagem do N no sistema solo/planta, será adotada uma estratégia de avaliar estas emissões em sítios onde outros componentes do ciclo do N já estão sendo estudados por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia e seus parceiros. As emissões serão quantificadas em quatro sítios de pastagens de Brachiaria na região do Cerrado e em cinco sítios de rotações de culturas onde estão sendo comparadas as transformações de N em sistemas de plantio direto (PD) e em plantio convencional (PC). As avaliações serão realizadas de forma a englobar as emissões de N2O de curto prazo (oscilações diurnas) por efeito de temperatura; de médio prazo (dias/semanas) por efeito de umidade, manejo de fertilizante e resíduos, e deposição de excretas; e de longo-prazo (anos) por efeito do uso e estado da terra (ex. pastagem de braquiária produtiva, degradada ou consorciada; lavoura em plantio convencional ou direto). As emissões de N2O serão avaliadas através de câmaras estáticas de incubação, instaladas in situ. As amostras da atmosfera das câmaras serão analisadas para concentração de N2O em cromatógrafo com detector de captura eletrônica utilizando um cromatógrafo a gás (Perkin Elmer, Autosystem) equipado com uma coluna de "Porapak Q" e um detetor de captura de elétrons.